A longevidade não significa qualidade da vida e ela está relacionada a vários fatores, como a produtividade no trabalho, a questão da saúde tanto mental, quanto física e espiritual, da convivência com outras pessoas, etc.
A jornada de vida de uma pessoa é complexa e compreende várias questões ao longo de sua existência. Hoje, com o advento da tecnologia e de novas formas de interação humana, além da mudança do próprio ritmo de vida da população, podemos observar que estamos diante de uma nova perspectiva ou de um novo desafio para a humanidade.
A jornada de vida de uma pessoa é complexa e compreende várias questões ao longo de sua existência. Hoje, com o advento da tecnologia e de novas formas de interação humana, além da mudança do próprio ritmo de vida da população, podemos observar que estamos diante de uma nova perspectiva ou de um novo desafio para a humanidade.
Um ser plenamente feliz, possui relativamente um sucesso profissional e financeiro? Necessariamente não! O convívio feliz com os amigos, com os familiares ou com a comunidade é certamente mais importante para os seres humanos, pois somos seres sociais. A individualização cada vez mais latente, incentivada pelo próprio sistema capitalista, tem trazido diversos problemas para uma sociedade como a nossa que valoriza extremamente os jovens, deixando de lado os idosos que não posssuem mais a juventude, nem a beleza. A sociedade é de certa forma responsável por essa visão, principalmente porque ao longo da vida, são poucas as pessoas que adquirem com a vivência a maturidade e a experiência vivencial, principalmente porque passaram a maior parte de suas vidas buscando a sobrevivência e a criação de seus filhos. Os pais que ao longo de sua vida não buscaram a sua plenitude e enriquecimento como seres, no fim de suas vidas, não tem mais que oferecer aos filhos, pois não adquiriram sabedoria suficiente para serem passadas para os descendentes e para os membros de sua comunidade. Se não possuem rendimentos ou aposentadorias, são abandonados ou deixados num asilo e quando o possuem, só são lembrados nesses momentos.
Um alerta aos pais! Vocês não são apenas pais, são SERES EM EVOLUÇÃO, e precisam como os seus filhos de educação e atualização constantes! Não digo atualização profissional, mas sim vivencial, espiritual, pessoal. Os pais devem envelhecer apenas na idade e nunca nas idéias. Acompanhar o ritmo do mundo de hoje que caminha a largos passos é de extrema importância para que não nos tornemos seres antiquados e passados como um jornal velho.
Tive a graça de ter conhecido e convivido com uma senhora fantástica que era minha tia avó. Ela morreu com noventa e três anos, mas além de ter sido mãe, foi esposa, e mulher que defendeu os seus sonhos e sempre se manteve com a mente ativa e as idéias atualizadas. Quando jovem, era um dos membros do partido comunista e as reuniões eram feitas em sua casa. Quando se tornou uma anciã, não viu o tempo passar, não se queixava de suas limitações, nem de doenças embora as tivesse. Lia todos os dias os jornais e quando ía visitá-la estava sempre com um sorriso nos lábios e com um montão de histórias para contar.
Um outro exemplo que tive em minha vida foi o meu avô. Morreu com 86 anos, mas era um homem com extrema vitalidade. Depois de ter criado sete filhos e de ter ajudado a sustentar um montão de parentes, manteve na velhice uma vitalidade exemplar. Cuidava de sua saúde e mantinha sua mente e seu corpo sempre ativo. Foi um homem sempre atento e por isso conseguiu aprender com todas as suas experiências. Tinha um espírito jovial e gostava muito de contar o seu passado, as suas estórias e a sua sabedoria. Às vezes, convivemos com essas pessoas fantásticas ao nosso lado e não damos o seu devido valor, simplismente porque essas pessoas mais experientes, não usam o tênis da moda ou não freqüentam mais os lugares que freqüentamos. Muitos acham que os idosos são "velhos" que já estão passados como uma fruta que caiu do pé e apodreceu.
Iniciei o meu artigo falando sobre a longevidade e terminei falando sobre os idosos, porque quem não morre jovem, se torna idoso, ou velho como queiram definir. Senti um frio na espinha quando pensei que apesar de não ser apegada a esse mundo, será que estaria preparada para a morte? Quando morremos, às vezes não temos tempo de dizer adeus às pessoas que amamos e deixamos tudo o que temos por aí. É sempre assustador pensar nisso. Por isso não cabe aqui um conselho meu de como se deve viver ou como se deve envelhecer, pois cada um possui as suas oportunidades e as suas limitações. Mas uma coisa eu sei: mesmo que a gente não consiga levar a vida que desejemos, é sempre válido estar em constante intimidade com os nossos pensamentos e sentimentos. Ninguém terá um fim igual, mas a finalidade da nossa existência é estar sempre em sintonia com um Poder Superior como cada um o conceba, com nós mesmos e com o nosso próximo. A vida é muito mais que acumular riquezas, poder, ou sobreviver... Fica minha reflexão!
Um abraço a todos!
Erika Men

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