segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Rio que não volta mais...


Muito interessante o vídeo postado no Youtube que mostra como era o nosso maravilhoso Rio de Janeiro em 1936. Quem quiser conferir basta acessar o link abaixo:


É muito triste observar que a degradação da cidade é uma constante e cada vez mais rápida e assustadora. A boa malandragem, hoje é sinônimo de vale-tudo. Os morros se tornaram favelas devido a falta de políticas públicas para moradia (não falo apenas das casas humildes, mas também das mansões nas encostas). É uma pena que a grande maioria da população de hoje não tenha conhecido o Rio no seu momento de esplendor e assim não podermos, nem mesmo eu, sentir saudades daquilo que não vivemos, nem conhecemos. O samba de raiz se tornou uma música sem ritmo para agradar os patrocinadores, os gringos, os burgueses e virou pano de fundo para a briga das popozudas/marombadas/siliconadas-rainha das baterias. Hoje não se curte a praia, não se olha o por-do-sol, hoje a beleza do Rio é um mero retrato do lamento agonizante de algo que restou, uma alma carioca... Pelo menos ainda temos paisagens para observar, porque com o aquecimento global daqui a alguns anos, poderemos nem ter mais as praias para admirar...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

Consciência

"Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles..."

Patch Adams II

Meu primo Victor encontrou esse artigo na net e enviou para mim! Resolvi postar no blog porque achei muito bonito. Sintetiza um pouco daquilo que eu penso!

“Hunter “Patch” Adams é um médico norte-americano famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos. Para Patch, formado pela Virginia Medical University, rir é o melhor remédio.
Aos 16 anos de idade, após perder um tio e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e foi internado numa clínica psiquiátrica. Lá chega à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor. Dois anos depois, ingressa na faculdade de medicina da Virginia, onde torna-se conhecido pela sua conduta excessivamente feliz e apaixonada pelos pacientes.
Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças. Além de médico, Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams - O Amor é contagioso”(1998), baseado na história de Patch e tendo Robin Williams como seu intérprete.” (
www.pt.wikipedia.org/wiki/Patch_Adams).
O início desse filme se passa no manicômio, onde “Patch” se internou por livre vontade e conheceu um empresário bem sucedido que havia feito o mesmo. Este homem tinha a estranha mania de mostrar os quatro maiores dedos da mão eperguntar: Quantos dedos você vê? Ao que todos/as respondiam de pronto: quatro! Desencadeando nele um ataque terrível de inconformismo.
Numa cena emocionante, Robin Williams - Hunter Adams - procura o homem para entender sua rebeldia que, calmamente, mostra a mão novamente, e faz a pergunta de sempre: Quantos dedos você vê? Quatro, responde Adam. Mas ele insiste: olhe melhor… veja além dos dedos! O que leva Adam, numa ilusão de ótica, a enxergar oito dedos! Foi aquele “louco” que chamou Hunter Adams pela primeira vez de “Patch” e o levou a ver através dos dedos!
A bela história desse doutor que aprendeu a receitar alegria como remédio, tem muito a nos ensinar, especialmente em relação a ver o que não está evidente.
Alguns momentos são difíceis de entender… e sofremos, até enlouquecemos, porque não conseguimos enxergar além dos dedos, além dos parâmetros normais que temos na vida… de certa forma, restringimos nossos sonhos às balizas que os sofrimentos desenharam em nossa história e ficamos com uma visão pequena.
Freqüentemente converso com pessoas petrificadas de alma, sem riso, sem aspiração… tolhidas por si mesmas de acreditar que o amanhã poderá ser melhor que o hoje. Uma gente que se proíbe de querer, de confiar que ainda é capaz… permanecendo encalhada em seus próprios lodos de tristeza!
Não é fácil ver o que outros/as não vêem… às vezes passamos por insanos/as, somos deixados/as de lado, à margem do que seja normal, rejeitados/as e até incompreendidos/as e mal julgados/as. Mas este é o desafio da vida… ver mais, ver além, através das complicações que nos aparecem!
Estou certo que, de alguma forma, crer, tem a ver com esta visibilidade transcendente… além dos dedos… do comum, do explicável, do aceitável, do esperado!
Como Paulo, o apóstolo, precisamos conhecer esse Deus que nos ensina ver por de trás do visível… um Senhor que excede todo o entendimento… faz infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos… vê muito além do hoje, sabe muito mais que nossa pobre compreensão!
Imagino que um dos segredos da vida próspera seja ver além dos dedos… viver, de fato, a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem, visualizando o inexplicável!

Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”.
segue o link do artigo:

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Anos 80




A década de 80 foi mágica principalmente no que diz respeito ao cenário musical brasileiro e mundial, vide Rock in Rio I. Quem viveu essa época lembra dos movimentos pop inglês, punk, gótico, new wave, tecno, heave metal, e tamém o rock/pop nacional. Embora houvesse o fim da ditadura no Brasil e a guerra fria EUA x URSS, a violência era menor, e vivíamos com um pouco mais de tranquilidade. Os jovens eram mais românticos e a atmosfera era menos pesada do que a de hoje em dia. Mas cada um na sua! O que vale é sempre recordar esses bons tempos. Os roqueiros eram bem extravagantes, os cabelos oxigenados, as roupas coloridas ou toda preta, e haja acessórios, era cafona mas bem bacana e alegre. Abaixo tem um link que te levará um pouco ao túnel do tempo! Fiz uma seleção de músicas que marcaram a minha juventude e de um montão de gente! Bon voyage!


http://br.youtube.com/view_play_list?p=0C909D15EA5671CE

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Michael Hedges


Uma vez escutando rádio, ouvi um violonista excepcional, com uma técnica fantástica. Seu nome Michael Hedges. Além de tocar maravilhosamente bem, tinha uma voz simplismente inconfundível. Fiquei encantada e custei a descobrir quem era aquele sujeito. Ao pesquisar um pouco acabei conhecendo a sua obra e fiquei sua fã. Por uma triste coincidência, no dia de finados 02/11/2007, fui descobrir que ele foi encontrado morto dentro do seu carro, fazia exatamente dez anos. Nossa como eu fiquei triste, porque hoje é tão difícil encontrar músicos que tocam com a alma nos dedos e possuem a emoção na voz... Fica aí o vídeo de uma bela canção: I Carry Your Heart

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Patch Adams

Patch Adams o famoso médico cuja vida foi roteiro do filme "O amor é contagioso" concedeu uma entrevista ao programa Roda Viva na TVE. Esse programa foi exibido no dia 05/11/2007. Seu discurso sobre como o tratamento médico é desumano e cruel foi verdadeiramente uma aula de amor ao próximo, e mostra que ele é alegre mesmo falando de coisas sérias. O médico/palhaço falou sobre a ganância das empresas farmacêuticas, sobre a biopirataria na Amazônia (compra de terras pelas multinacionais americanas, bem como a apropriação de matérias primas da nossa biodiversidade para a confecção de medicamentos), sobre o terrorismo de Bush e o capitalismo selvagem, dentre outros.
Suas lições foram mais do que uma simples aula de como alegrar um paciente, mas também deu exemplo de respeito ao próximo, principalmente por aquele que possui a angústia de sofrer de uma doença, muitas vezes incurável e de se tornar de repente, um peso para os outros. O processo de cura se dá pela alegria e ele mostra como o ser humano deve buscar as coisas simples da vida. Ensina sobretudo que o mais importante não é o dinheiro mas o amor, o sorriso, a amizade, a simplicidade, a ternura.
Extremamente crítico principalmente com os ricos, com os governantes e também com a classe médica que segundo ele são arrogantes e indiferentes com o sofrimento humano, com excessões é claro! Fica aí um exemplo de ser humano. Um homem que transformou a sua profissão num sacerdócio, num modo profundo de se viver. Parabéns a essa criatura iluminada que traz sempre alegria aos que sofrem.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Professor Hermógenes



Ontem 04/11/2007 assisti a um documentário sobre a vida do professor Hermógenes. Era tudo o que eu precisava! Embora eu seja uma pessoa super na minha, ultimamente tenho estado muito estressada, devido a essa loucura que se chama cidade-selva. Mas, vou tentar mudar e com certeza eu vou conseguir! Acredito que já tenha dentro de mim essa chama da plenitude interior, que eu busco já há tantos anos. Tantos livros, tanta filosofia, tanta reflexão...

Eu só não suporto essa luta que a cada dia nos torna cada vez menores, mesquinhos, mais fracos, mais insensíveis, mais distantes da nossa verdadeira essência, embora eu acredite que cada um possua uma essência diversa, há os que amam a natureza e os que querem distância dela. Eu estou lutando pela sobrevivência, mas não demora muito saio desse circuito vazio, desse mundinho-fashion que é o nosso: extremamente consumista e capitalista.