segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz Ano Novo? Só depende de nós!

Senkwekwe, um dos seis gorilas-das-montanhas mortos no Parque Nacional de Virunga em julho, é retirado da cena do crime. Restam menos de 700 espécimes na selva. Foto de Brent Stirton De 'Visões da Terra", National Geographic, dezembro de 2007.
Essa foto mostra uma tribo fazendo o enterro de um gorila. A República do Congo arrecada aproximadamente 11 milhões de dólares com os turistas que vão ao parque para ver de perto os gorilas. Não se sabe quem cometeu o crime.
Mais do que fazer um regime novo, mudar de emprego, arrumar um novo amor, fazer aquela viagem que tanto sonhamos, deveríamos abranger um pouco mais os nossos sonhos. Que tal nos empenharmos para tornar esse mundo um lugar melhor para se viver? Porque não mudarmos as nossas atitudes! Meu Deus, a gente só pede coisas do nosso interesse, é sempre o mesmo egocentrismo: eu, eu, eu, e os meus, e assim vamos... Depois não sabemos o porque de tanta depressão, tanta violência, tanta fome, tanta falta de honestidade, e por aí vai... É lícito e louvável que busquemos uma situação confortável e até mais tranquila para nós e para nossa família, mas será que isso tem que ser a qualquer preço? O planeta Terra pede a nossa colaboração, mas o que vemos é sempre a mesma ganância. Conheci um pedreiro que trabalhou em Serra Pelada. Quem não ouviu falar desse formigueiro humano que se espreme em crateras gigantes em busca de ouro? As mulheres que ostentam colares maravilhosos de ouro e diamente não sabem o que esses homens passam em busca do vil metal e o que os nossos irmãos africanos passam em busca dos diamantes de sangue. O pior acontece com os animais que possuem um pelo macio e quentinho, perdem suas vidas de forma cruel para que as mulheres ostentem casacos de pele. Enfim, o mais triste foi encontrar no dia de hoje uma foto na net que não precisa de qualquer palavra, nem de qualquer reflexão, posto neste artigo. Queremos dias melhores? Esqueçamos um pouco dos nossos sonhos egoístas e pensemos um pouco mais no nosso planeta, nos nossos animais, numa vida mais equilibrada e feliz, com menos coisas e com mais sensibilidade e amor! Refletir se faz importante nesses dias, porque é melhor prevenir do que remediar, a Terra não precisa de nós, nós é que precisamos dela! Feliz Ano Novo aos que como eu buscam um mundo mais justo e menos infeliz!
Erika Men

Equilibrio Interior


Meditação do amor
Limpando o coração

Procure um lugar tranqüilo. Se você gostar, coloque seu incenso preferido e uma música suave baixinha. Comece respirando normalmente por mais ou menos 5 minutos e depois faça respiração em 7 vezes. Recordando: inspire contando até 7, segure a respiração contando até 7 e expire contando até 7.
A cada respiração, solte o corpo, cada vez mais e mais. Sinta-o pesado e relaxado. Agora, comece a mentalizar seus pés e, devagar, suba a sua atenção pelo corpo todo até chegar a cabeça, observando pontos de tensão e colocando uma luz verde que você mentaliza, vindo do espaço, nos pontos tensos e doloridos. Sinta-os se desfazerem.
Relaxe, respire e mentalize uma luz violeta que entra pelos seus pés, sobe pelo corpo, chega até a cabeça e volta ao seu coração.Quando a luz violeta passar pela sua cabeça, deixe-a levar consigo todas as suas preocupações e ao chegar ao coração ela leva também suas mágoas, dores e aborrecimentos... Sinta como tudo se dissolve em uma fumaça que sai pelas extremidades se suas mãos e pés e vai para o espaço onde é purificada e volta em luz para você. Você respira o raio violeta e se sente pleno com ele.
Do seu coração, você manda o raio violeta para o planeta Terra (mentalize primeiro), que a envolve como um grande aspirador, tirando todas as energias estagnadas, limpando-a e jogando para o espaço novamente as energias que escurecem a Terra. As nuvens negras começam a se dissipar e você observa já uma diferença na Terra. Toda esta energia que saiu da terra, vai para o espaço onde é purificada e volta a Terra em doses de amor, compaixão e paz. Envolva a Terra com uma luz brilhante a que você quiser escolher ou: azul, dourada, rosa, branca, verde, vermelho rubi e violeta.
Veja a Terra: observe-a, olhe suas matas, rios, lagos, mares, montanhas, cachoeiras, o que você quiser... Perceba como ela está mais clara, mais bonita. Veja a grandiosidade deste planeta. reverencie-o. É assim que desejamos o nosso planeta.
A Terra agradecida manda de volta um raio de amos para você, que o recebe no coração e se sente mais tranqüila e confortada. Você deixa as imagens irem se desfazendo e volta ao seu espaço, soltando as mão, os pés, se espreguiçando e sabendo que cumpriu com amor a sua missão.
Nós todos da Terra agradecemos. Seja sempre feliz.
Faça sempre que puder esta meditação e observe os efeitos que ela fará em você.
PorIva Maria Moya Gannuny

Terapêuta

domingo, 30 de dezembro de 2007

O Preço de se alimentar da carne bovina será alto!






30/12/2007




Profecia de catástrofe alimentar ainda pode se realizar


Chris Haskins*


Fatos extraordinários estão acontecendo no mercado mundial de alimentos. O preço do trigo, da soja, do milho e de laticínios mais que duplicou nos últimos anos, enquanto a demanda superou a oferta pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. Por quê? A população mundial está crescendo, mas não em um ritmo acelerado. No entanto, milhões de pessoas pobres, especialmente na China, hoje podem comprar carne, e a produção de proteína animal exige muito mais insumos por quilo do que a de vegetais. O cidadão chinês médio come 30% mais carne hoje do que cinco anos atrás. Em segundo lugar, houve uma série de colheitas fracas ao redor do mundo. E terceiro, muitos países ocidentais estão subsidiando os agricultores para trocar o plantio de alimentos por colheitas de energia renovável.Mais de 200 anos atrás, o demógrafo e economista político britânico Thomas Malthus afirmou que a população superaria a oferta de alimento e que se não houvesse limites rígidos à reprodução humana o mundo rumaria para um desastre. Até agora ele se mostrou totalmente enganado; a população mundial aumentou dez vezes e há menos fome do que em sua época. Mas a população global provavelmente crescerá de 6,5 bilhões para 9 bilhões até 2050, o que exigirá que os agricultores do mundo produzam mais alimento nos próximos 40 anos do que nos últimos 200. As previsões malthusianas estiveram erradas durante 200 anos, mas poderão se mostrar válidas nos próximos 50.Depois da Segunda Guerra Mundial, os governos europeus readotaram políticas protecionistas para aumentar a produção interna de alimentos. Mais tarde, a Política Agrícola Comum introduziu barreiras protecionistas e grandes subsídios, encorajando os agricultores europeus a produzir muito mais que o necessário. Nos últimos 20 anos, uma série de medidas foram adotadas para reduzir as cotas de produtividade, e há uma "reserva" compulsória para tirar terra arável da produção. Mesmo assim, a produção tendeu a superar a demanda, deprimindo os preços e reforçando ainda mais os subsídios.Esse problema foi exacerbado pelo impacto da inovação científica e tecnológica na produtividade agrícola nos últimos 60 anos. A produtividade - por hectare, por vaca leiteira, por porco - triplicou. Os avanços em herbicidas, pesticidas e antibióticos conseguiram controlar a maioria das doenças animais e vegetais e também os predadores. Novas técnicas notáveis por meio de hibridação melhoraram a produtividade de plantas e animais. Aplicações químicas encurtaram e enrijeceram o caule das plantas, permitindo que elas absorvam mais fertilizante e suportem climas inclementes.A revolução tecnológica foi ainda mais dramática. Depois da guerra, o cavalo ainda era a principal fonte de energia agrícola na Europa. Hoje, são o trator e a colheitadeira mista.Esses avanços transformaram a produtividade agrícola. Máquinas de alta velocidade resultam em colheitas mais curtas e rápidas, com menos alimento perdido para a intempérie. Uma área maior de terra é usada em agricultura. Ao mesmo tempo, há necessidade de menos pessoas para lidar com esses enormes aumentos de produção. Sessenta anos atrás, uma fazenda arável de 350 hectares podia empregar 40 pessoas. Hoje meu filho administra uma fazenda desse tamanho com apenas mais uma pessoa.Em conseqüência disso tudo, apesar de a população mundial ter triplicado durante a minha vida, o mundo está mais bem-alimentado do que nunca. Quando ainda ocorre escassez, como na África, a fome surge por causa de fracassos logísticos e políticos. Há alimento disponível, mas ele está no lugar errado.A população global continuará crescendo. As economias dos países mais pobres também vão prosperar, o que resultará em pessoas mais bem-alimentadas e comendo carne. A demanda por alimentos aumentará entre 50% e 100%, dependendo da escala da mudança de consumo vegetariano para carnívoro. A mudança climática vai distorcer os padrões do tempo com desvantagem para a maioria dos agricultores, mas aqueles no norte temperado e rico poderão se beneficiar. E, finalmente, muitos governos continuam comprometidos com um grande aumento da energia renovável a partir de vegetais.Nos últimos 200 anos, foi possível suprir as crescentes demandas por alimentos colocando mais terra em produção. Mas hoje estima-se que só existam mais 5% de terra disponível para esse fim. A produção alimentar absorve 70% da chuva que cai sobre o solo. Devido à mudança climática, o suprimento de chuva se tornará mais volátil, com mais enchentes e secas, ambas as quais dificultam a vida dos agricultores.Se os agricultores do mundo não conseguirem suprir a demanda de alimentos, haverá sérias conseqüências econômicas e políticas. A inflação alimentar poderá ameaçar o crescimento econômico e a escassez alimentar poderia criar instabilidade política no mundo em desenvolvimento. A liberalização do comércio global, que foi um fator chave para reduzir as tensões políticas internacionais, poderá ser revertida se os países decidirem proteger seus suprimentos internos de alimentos. Os países mais pobres poderão se tornar dependentes demais dos alimentos das zonas temperadas mais afluentes, nos EUA e na Europa, o que por sua vez exacerbaria os problemas de escassez de mão-de-obra nessas regiões, resultando em novas migrações polêmicas.Para evitar essa catástrofe malthusiana, várias coisas precisam acontecer. Como antes, a inovação científica e tecnológica será chave, mas desta vez a tarefa não é cultivar mais terra, e sim melhorar substancialmente a produtividade da terra já cultivada. Mas, no Ocidente, os grupos ambientalistas resistem a essa inovação, notadamente, mas não exclusivamente, com relação às modificações genéticas.A tese contra o uso irresponsável da ciência e da tecnologia não pode ser facilmente rejeitada, mas nos últimos anos os regulamentos foram reforçados e os cientistas reagiram à preocupação pública. Os ambientalistas devem reconhecer isto e preparar-se para fazer compromissos. A maneira mais rápida de realizar a terrível predição de Malthus seria que o mundo se tornasse totalmente orgânico.Para que isso não ocorra, nós, como indivíduos, devemos parar de usar energia no ritmo em que o fazemos e de desperdiçar alimentos na medida em que o fazemos. Atualmente, desperdiçamos quase a metade do alimento que produzimos, jogando fora produtos perfeitamente bons em nossas cozinhas, restaurantes e lojas.A agricultura atingiu um divisor de águas, e se as pessoas continuarem a se comportar de maneira egoísta ou irracional, as previsões malthusianas se realizarão. Prevê-se que depois de 2050 a população mundial deverá se estabilizar ou até declinar. Enquanto isso, devemos confiar na engenhosidade e no bom senso humanos para superarmos as dificuldades.*Chris Haskins é fazendeiro e ex-presidente da Northern Food, uma indústria de alimentos britânica.Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Visite o site do Prospect

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Poema



Poema
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
Thiago de Mello
Artigo I Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira. Artigo II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu. Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.
Artigo V Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
Artigo VI Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.
Artigo XI Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
Artigo XIII Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
Artigo Final. Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.