segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ratatouille

"Vivendo em uma fazenda no interior da França, Remy não se conforma com o comodismo de sua comunidade. Sendo ratos, eles vivem de roubar comida podre dos lixos, enquanto o jovem roedor de paladar e olfato apurados sonha em ter acesso aos mais requintados pratos da gastronomia francesa. Um acidente faz com que Remy se perca de sua família. Ele acaba indo parar em um local distante de tudo o que conhece, tendo como companhia apenas o espírito de Gusteau, um grande chef de cozinha, autor do livro preferido do rato: Todos Podem Cozinhar.Logo, o roedor descobre que está em Paris, próximo ao famoso restaurante de Gusteau. Lá, ele conhece Linguini, um desajeitado faxineiro. Remy sabe cozinhar, mas não pode por ser um rato, Linguini é humano e quer ser cozinheiro, mas é um desastre com as panelas. Juntos, porém, eles vão surpreender todos com pratos incríveis, que fazem jus ao tradicional restaurante. No entanto, eles terão muito trabalho para driblar o chef Skinner e a bela Collete, além de ter de convencer o mal-humorado crítico Antom Ego de que os pratos são realmente bons. E Remy ainda terá de decidir entre sua vida com os humanos ou com sua família e amigos.Ratatouille é o nome de um prato camponês, e a palavra quer dizer simplesmente "comida". O filme foi dirigido por Brad Bird, responsável por Os Incríveis. Para tornar o filme mais realista, o diretor pesquisou diversos restaurantes e a equipe chegou a criar, de verdade, 270 pratos diferentes. Na versão em inglês, o veterano Peter O´Toole faz a voz do crítico Ego. No Brasil, Samara Felippo faz Collete e Thiago Fragoso interpreta Linguini."
Aluguei o filme para assistir com o meu sobrinho. Acabou que eu e o meu marido gostamos mais do que o menino, principalmente porque o filme é intelectualizado demais para crianças pequenas e até para alguns adultos. Mas a estória é bonita, muito engraçada, sensível, e cativante, sem ser piegas demais. O filme trata de várias questões muito comuns nos dias de hoje, numa sociedade competitiva e individualizada.
Um dos temas abordados é a busca pela satisfação profissional e também o dom para a coisa, mesmo quando você não possui o perfil de um profissional como é o caso do ratinho que não poderia ser cozinheiro afinal, ratos e cozinhas não combinam. As questões que envolvem o métier dos grandes chefs da culinária mundial bem como de qualquer profissão que envolva a produção intelectual como a confecção de idéias ou de um prato, é bem colocada: a soberba, o egoísmo, a individualidade a ganância a apropriação de uma idéia, enfim a competição exagerada e até selvagem por parte de colegas de trabalho. O chef Skinner dá um show à parte e representa bem o profissional invejoso e ganancioso.
Também ensina a adultos e crianças a terem uma postura mais honesta pois, todo o tempo o ratinho Remy é lembrado de que não deve roubar comida na dispensa, mesmo que seja para alimentar os seus familiares e também o valor daquele provérbio: "a união faz a força", pois sozinhos não somos ninguém.
Outro tema interessante é o da espiritualidade, porque embora o chef Gusteau, lembre o ratinho de que ele conversa com um fruto de sua imaginação, o chef-espírito possui luz própria: dá ao ratinho aulas de culinária e também apoio moral para que ele consiga vencer os seus obstáculos nos momentos difíceis durante a sua aventura.
O crítico gastronômico, monsieur Antom Ego, é realmente daqueles esnobes intelectuais que se divertem ganhando muito para arrasar a vida dos outros. Ele aproveita de seu conhecimento gastronômico para destruir a fama do antigo chef Monsieur Gusteau que acaba morrendo de desgosto . A surpresa vem no final do filme e quem protagoniza é o monsieur Ego e fica para quem for assistir! É surpreendente e emocionante! Vale a pena conferir.
Abraços a todos! Erika Zen

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